Compromisso reencarnatório – Parte I

ecossistema
Segundo o sociólogo e espirita Rui Simon Paz nós temos um compromisso ao reencarnar por mais que o ser humano negue isso, todos dependemos de todos.
Todos nós, de uma forma direta ou não, nos relacionamos, formando assim uma grande rede social e espiritual.
Através da educação temos a sensação que o nosso compromisso se restringe ao nosso pequeno círculo familiar, aos amigos,etc.Mesmo dessa forma estaremos contribuindo para a melhoria do todo, pois sabemos que fazemos parte dessa grande família espiritual, e que o bem que faço ao mais próximo a mim se repercutirá.
Consciente disto precisamos refletir sobre a própria responsabilidade reencarnatória e sobre a responsabilidade da humanidade como um todo. Fazendo a nossa parte estamos retribuindo da maneira mais efetiva o que recebemos, garantindo a qualidade de vida. Com isso, apesar das nossas limitações, conseguiremos, geração após geração, deixar um mundo melhor para os que virão.

Leia o texto na íntegra…

Compromisso reencarnatório 

Temos um compromisso com a Humanidade quando reencarnamos, por mais que isso possa parecer exagerado. Como seres singulares, com talentos específicos e objetivos individuais, complementamo-nos todos, por sermos seres inacabados. Nenhum espírito é capaz de realizar sua passagem neste planeta sem depender dos outros: nossa família biológica, em primeiro lugar, o chamado grupo primário e, ato contínuo, o grupo secundário, a sociedade através das instituições sociais, como a educação, lazer, segurança, etc.
Pela educação que recebemos, parece-nos que nosso compromisso restringe-se aos mais próximos, como pais, filhos, irmãos. No entanto, ao cumprirmos essas missões, estamos também contribuindo para a humanidade como um todo. Afinal, todas a pessoas, próximas ou não, relacionam-se com outras tantas, de modo que cada pessoa, como se fosse um ponto de uma grande rede social e espiritual, interliga-se ao imediato e ao mediato e, portanto, à parte, ao todo e à totalidade, simultaneamente.
Some-se a esse conjunto humano complexo todos os seres vivos que compartilham da natureza que nos envolve. Assim, através do processo servizador onde, desde as cadeias subatômicas até as composições mais complexas, cada ser se soma ao esforço conjunto para manutenção da vida e,  a partir da singularidade de cada um, conseguimos vencer os desafios diários da nossas existências terrenas. É esse esforço conjunto que nos proporciona os insumos como água potável, luz elétrica, telecomunicações, transportes, computadores, assistência médica, educação, lazer, segurança, fotossíntese, limpeza dos ambientes pelos micro-organismos, pelas aves de rapina, bactérias auxiliando os processos digestivos, nas limpezas dos oceanos, etc. Enfim, uns cem números de atividades competitivo-cooperativas que nenhum indivíduo ou espécie, isoladamente, seria capaz de levar a cabo. Portanto, somos um porque somos todos, como nos ensina o espírito Antônio Grimm.

Dito isso, resta-nos refletir e meditar sobre a responsabilidade reencarnatória de cada um em particular e da humanidade contemporânea como um todo. Realizar nossa parte com dedicação, envolvimento e comprometimento não é opção, é obrigação. É a maneira mais efetiva de retribuirmos o que recebemos do conjunto hipercomplexo dos seres vivos que convivem conosco. Também é a melhor maneira de garantirmos a qualificação dos ambientes terrenos, para qualificarmos nossas existências e, por conseguinte, prepararmos a Terra para receber nossos sucessores. Assim, mesmo que intuitivamente, cada geração, apesar dos reveses momentâneos, tem deixado um mundo melhor para os que estão vindo.

Portanto, administrar os conflitos entre corpo e alma, para melhor utilizarmos esse magnífico instrumento de interação com a matéria e cumprirmos, integralmente, nossa jornada na Terra; entre espírito e matéria, na busca da afirmação da individualidade, mas também afirmação da unidade na diversidade, bem como, da adequada utilização dos recursos materiais para nosso aprendizado terreno; entre a liberdade e a autoridade, onde o exercício do livre arbítrio deve ser garantido por todos, permitindo a todos aprender o exercício da liberdade na permanente luta pelo autocontrole, por vencermos a nós mesmos.

Texto: Rui Simon Paz. Sociólogo, professor acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio Correia e coordenador de grupos de estudos espíritas.

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