Que tomemos consciência e nos indignemos!

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Nesses últimos dias, assistimos a uma série de matérias, nas imprensas escrita e falada que, desde junho de 2013, as escolas na Nigéria vêm sofrendo ataques de grupos radicais, que deixam um legado de mortes e interrupção de aulas, afetando, com isso, milhares de estudantes.

No dia 14 de abril, mais de 230 meninas, com idades entre 12 e 18 anos, foram sequestradas de seu internato no Estado de Borno, no nordeste daquele país. Do Afeganistão, jornais destacam que meninas são mortas por irem à escola, além de sofrerem todo tipo de violência pelo simples fato de serem do sexo feminino. No Brasil, os noticiários dão conta de mostrar imagens de pessoas sendo agredidas e mortas por outras, que se acreditam no direito de fazer justiça com as próprias mãos.

Existe uma violência generalizada sofrida pelas pessoas que ousam sentir e ver o mundo de forma difusa de seus pares. Essa violência é perpetrada por motivos tão tolos quanto variáveis, quer seja por casua da cor, do credo, preferência sexual, ou qualquer outro absurdo que a justifique.

Os violentos são indivíduos adormecidos na ignorância materialista, que não param para refletir o porquê da existência desse heterogêneo.

Todo esse quadro nos faz pensar o quanto a sociedade passa por uma crise moral e de identidade. O que vemos é a banalização da vida, dos valores, da ética. O materialismo impera sobre o que realmente é importante, o SER, e não o TER.

Os protagonistas dessa barbárie são, via de regra, políticos e policiais corruptos que, ao invés de proteger e defender as leis e a sociedade, defendem os próprios interesses. Indivíduos que, pelo uso da força bruta e do terrorismo, impõem suas regras, aniquilando a vida de crianças, mulheres e homens indefesos. Ignoram que todos têm o direito de IR, PERMANECER OU FICAR.

Pergunto:
-Aonde tudo isso nos está levando? Qual é o propósito de estarmos aqui? Qual é o verdadeiro significado da vida? Quantos de nós fazemos o autoconhecimento?

Entristeço-me ao ver tanta despreocupação, quando observo a indiferença de algumas pessoas com relação às outras. O que se passa com elas “não é assunto meu”. Para muitos, o que realmente importa é ter o último modelo de celular, de um tablet mais potente e o que passou no último BBB.

A ambição forma parte da condição humana, mas devemos ter a preocupação de não acabar acreditando que os fins justificam os meios. O de que precisamos é nos espiritualizar. Ter consciência de que todos necessitamos de todos, e que é preciso cuidar das pessoas que aqui vivem, preservar valores, cultura, habitat natural e, acima de tudo, VIDAS.

Por isso é importante que tomemos consciência e nos indignemos com toda essa violência e falta de ética, para que possamos, lá na frente, ter um mundo mais justo e sociável.

 

 

Sonia Maria Puighermanal

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