Considerações sobre a Psicografia e Psicofonia Parte I

 

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A psicografia e a psicofonia são hoje uma parte dos fenômenos mediúnicos mais conhecidos por nós, através de grandes médiuns como Chico Xavier, Divaldo P. Franco, Amália Domingo y Soler, Maury R. da Cruz entre muitos espalhados pelo mundo afora.

É um tema muito amplio e delicado, que me interessa em particular pois desde pequena passei a ter manifestações que no inicio me assustaram muito, por não ser espirita e não conhecer a doutrina . Desde então, venho buscando e pesquisando sobre os fenômenos mediúnicos, para que desta forma, possa saber o que, em realidade ocorre nesse processo. Pretendo abordar primeiramente o fenômeno anímico, onde não há presença do espírito desencarnado, e na sequência versarei sobre o fenômeno mediúnico propriamente dito, o qual ocorre uma comunicação entre o espírito encarnado com o espírito desencarnado.

Espero esclarecer um pouco esse tema, diminuindo desta forma, as duvidas que muitas pessoas possam ter em relação a esses fenômenos existentes. Sei que o tema é amplio e aqui apenas disporei uma parte dele, mas acredito que as duvidas que possam surgir, os incentivem a seguir pesquisando e analisando para que no futuro saibam discernir uma coisa da outra.

Hoje temos por exemplo, uma grande quantidade de obras “escritas mediunicamente”, que encontramos facilmente nas livrarias, internet etc, alem de inúmeros centros espíritas que realizam “palestras psicofônicas”.

Será que todas essas obras e palestras são fiáveis? Quais são os que em realidade compõem um produto mediúnicos e quais não?

Os espíritos desencarnados nos dizem que para que ocorra um produto mediúnico ele só acontece com uma permissão do polisstema espiritual e com objetivo educativo, orientativo, de progresso e de evolução.

Sendo gerado a partir da interação entre os polissistemas material e espiritual, apresentando forma, significado, uso e função definidos. Contendo conhecimentos universais, alternativos, especialistas e individuais relativo às partes envolvidas. Se constitui a partir da soma das partes envolvidas, supera a experiência, o conhecimento, dos participantes.

forma: manifestação observável e passível de ser transmitida de uma geração a outra (por ex.:descrição de uma técnica).

significado: consiste nas associações que a sociedade faz a um complexo cultural. As associações são subjetivas. Por ex.: o significado que uma determinada cerimonia tem para certos indivíduos(o casamento).

uso: consiste na aplicação que se atribui a determinado produto cultural (ex.: o automóvel é usado par a locomoção).

função:constitui-se na soma da contribuições para perpetuar a cultura.

universais: ideias, hábitos e respostas comuns a todos os membros adultos da sociedade (ex.: língua, indumentária).

especialista: que ou quem se dedica exclusivamente ao estudo ou à prática de uma ciência, uma arte, uma profissão. Embora todos se beneficiem dos seus resultados (ex.:atividades cientifica de uma sociedade).

alternativos: elementos culturais partilhados por grupos ou comunidades não chegando a ser universais.

individuais: elementos culturais essencialmente individuais, na forma de hábitos, ideias,não praticados por grupos ou comunidades, mas apenas por indivíduos.

Exposições das manifestações ( onde não há presença de espírito desencarnado)

1. Ideoplastia: vem do grego: Idea+Plato(modelar) nome dado por Charles Richet .

Substancia viva exteriorizada e amorfa é plasmada pela ideia.

Ideia impregnada no ambiente+ectoplasma= ideoplastia

Pelo pensamento o indivíduo cria formas pensamento(criações mentais ou ideoplastias), de duração mais ou menos longa(dependendo da quantidade de ectoplasma existente),são forças plásticas e organizadoras da natureza elaboradas pela mente do espírito encarnado.O ser humano pensa por meio de imagens às quais acoplam ideias O pensamento é flexível, volátil, fácil de mudar e pode ser controlado, por treinamento.

Estas formas-pensamento podem ser fotografadas, por meio da fotografia escotográfica (Skotos=obscuro e grafein=escrever),seria impressão no escuro, em oposição à fotografia propriamente dita,que é a impressão pela luz(termo proposto por Felícia Scatcherd no Primeiro Congresso Internacional de Pesquisas Psíquicas realizado em Copenhague, 1921).

Ernesto Bozzano trabalhou os conceitos de ideoplastia e fotografia do pensamento e relacionou inúmeros casos como resultantesde projeções mentais produzidas por pessoas encarnadas, ou na forma ideoplasmática, isto é, fruto de autosugestão capaz de produzir formas tangíveis, e até as formas fotografadas pela mente e registradas no ambiente terreno. Além do mais, somos capazes de “gerar” formas mentais, com aspecto humano, e atribuirmos a essas formas “manifestações inteligentes” que, inclusive, passam a nos obsediar.

Por isso, se ficarmos pensando e alimentando dentro de nosso coração o ódio, avingança, o desanimo e sentimentos de autodestruição, vamos desencadear em nós processos mentais de doenças físicas ou psíquicas.

Observações: A hipótese ideoplástica se impôs de modo definitivo em virtude das experiências com médiuns como Paracelso,Tomas Vaogan, Charles Richet, entre outros. Elas já era prevista por intuição cientifica de diversos investigadores, tais como Hartman, Aksakof, Du Prel e o Cel. De Rochas .

 

2. Animismo: vem do latim “anima”

Todos nós podemos gerar um fenômeno anímico, causado por um desprendimento do nosso perispírito. O espírito volta para si próprio, é ele desprendido fazendo suas observações, tendo acesso aos seus registros existentes informacionais em:

repouso: o conhecimento que não acessamos nessa encarnação (inconsciente)

revelado: conhecimento construído ao longo de outras encarnações e que utilizo nessa.

em transito: o conhecimento construído nessa encarnação.

Através dos:

SonhosNa maioria das vezes, o sonho constitui atividade reflexa das situações psicológicas do homem no mecanismo das lutas de cada dia, quando as forças orgânicas dormitam em repouso indispensável.

Em determinadas circunstâncias, contudo, como nos fenômenos premonitórios, ou nos de sonambulismo, em que a espirito encarnado alcança elevada porcentagem de desprendimento parcial, o sonho representa a liberdade relativa do espírito quando, então, se poderá verificar a comunicação inter vivos, e, quanto possível, as visões proféticas, fatos esses sempre organizados pelos mentores espirituais de elevada hierarquia, obedecendo a fins superiores, e quando o encarnado em temporária liberdade pode receber a palavra e a influência diretas de seus amigos e orientadores do plano invisível.

Sonambulismo: Estado de emancipação da alma mais completo do que no sonho. O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo, a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento do despertar é um dos sinais característicos do verdadeiro sonambulismo, visto que a independência da alma e do corpo é mais completa do que no sonhos.

ÊxtaseO êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do extático ainda é mais independente.

Dupla vista(clarividência):  Efeito da emancipação da alma que se manifesta no estado de vigília (acordado). Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Aqueles que dela são dotados não veem pelos olhos, mas pela alma, que percebe a imagem dos objetos por toda a parte onde ela se transporta, e como por uma espécie de miragem. Esta faculdade é permanente. Certas pessoas a possuem sem saber: ela parece-lhes um efeito natural, e produz o que denominamos visões.

Observações: Devemos ter cautela com que vemos, ouvimos ou lemos. O problema não é o animismo, já que qualquer um de nós podemos gerar um processo anímico. Mas da responsabilidade daquele médium que, muitas vezes vende falsamente como um fenômeno mediúnico, mensagens que “diz receber”, e desta forma realizar atendimentos e influenciar a pessoas que muitas vezes por carência e ignorancia escutam a esse indivíduo. Ignorando em realidade o que esta ocorrendo com ele é um processo anímico, dos seus registros informacionais existente, não existindo a participação de espíritos desencarnados.

 

3. Concepção de Mentalidade

Quando saio de mim e busco a mentalidade do outro, um acesso externo.

Por ex: Na psicopictografia. Se realiza uma pesquisa aprofundada, que são elementos essenciais para ser capaz de captar momentos criativos dos grandes pintores. Após rastrear o bolsão dos pensamentos do artista com o qual se identifica, estudam seu estilo, escola, contexto histórico, sua vida, suas obras…, o médium, passará então a captar sua mentalidade de produção.

Por bolsões de pensamentos, entende-se pelas idéias que o artista teve em seu processo criativo, porém não as materializou, idéias essas que não se perdem, são como ondas de frequência que se fixam nos bolsões.

Uma vez, criado o corpus da comunicação mediúnica e acessado o bolsão de pensamentos concebidos, o médium estará capacitado a captar momentos de criação do pintor/artista, e assim, com auxílio do polissistema espiritual, reproduzi-los em tela. Captando pensamentos e idéias de um pintor, o médium, com referência do passado, dimensiona o presente.

Através de avaliações feitas por estudiosos da arte, procura-se provar a existência de espíritos, confirmando-se evidências de traço, estilo ou outros elementos característicos do trabalho de determinado artista já desencarnado.

 

Segue: no próximo post comentarei sobre a comunicação propriamente dita.

 

Fonte: – CCM – Curso de Capacitação de Monitores 2014 – SBEE – Tema: Psicografia e Psicofonia – Profa. Vanilza S. Oliveira – 14° Encontro.

– Estruturas dinamicas do pensamento espírita: Cadernos de psicofonias de 2011/ pelo espirito Antonio Grimm (psicofonado por)Maury Rodrigues da Cruz – Curitiba, SBEE

Cadernos de Psicofonias de 1999;Doutrina Social Espírita- pelo espirito Antonio Grimm (psicofonado por) Maury Rodrigues da Cruz – Curitiba,SBEE

– Bozzano Ernesto. Pensamento e vontade. 8 ed. Rio de janeiro: FEB 1991

– Xavier, Francisco Cândido.Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 18 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008

– Animismo -Guia Heu : www.guia.heu.nom.

Psicopictografia-Mediunato – SBEE

 

 

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2 respostas para Considerações sobre a Psicografia e Psicofonia Parte I

  1. Adriana disse:

    muito interessante, ansiosa pela parte II!

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